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Novos campi de universidades federais iniciam atividades

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Oito dos 11 novos campi de universidades federais criados no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) já iniciaram atividades acadêmicas em diferentes regiões do Brasil. A expansão, conduzida pelo Ministério da Educação (MEC), amplia a presença da Rede Federal de Educação Superior e leva novas oportunidades de formação a municípios que ainda não contavam com universidades federais. Os investimentos no eixo “Expansão” do Novo PAC chegam a R$ 600 milhões. 

O primeiro campus a iniciar as aulas foi o de Baturité (CE), da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), em 2024. Em 2025, começaram as atividades nos campi de Rurópolis (PA), da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa); Sertânia (PE), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); e Cidade Ocidental (GO), da Universidade Federal de Goiás (UFG). 

Em 2026, passaram a funcionar os campi de Jequié (BA), da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB); São José do Rio Preto (SP), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar); Estância (SE), da Universidade Federal de Sergipe (UFS); e Ipatinga (MG), da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop). 

Para o ministro da Educação, Leonardo Barchini, a expansão da Rede Federal fortalece o acesso à educação superior pública e contribui para o desenvolvimento regional. “A abertura de novos campi é uma estratégia para ampliar oportunidades de acesso à universidade federal e levar ensino, pesquisa, extensão e inovação para regiões que ainda não contavam com a presença da rede federal”, afirmou. 

Atividades em estruturas provisórias – Enquanto as obras das estruturas definitivas avançam, as atividades acadêmicas desses campi têm sido realizadas provisoriamente em prédios cedidos por redes municipais e estaduais de ensino nas próprias localidades. 

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De acordo com o secretário de Educação Superior do MEC, Marcus David, a estratégia permite antecipar o acesso dos estudantes à universidade federal. “Com essa solução, conseguimos iniciar a oferta de cursos antes da conclusão das obras e garantir que os estudantes já comecem sua formação enquanto os campi permanentes são construídos”, explicou. 

Cursos ofertados nos novos campi – Os novos campi têm cursos definidos de acordo com as demandas regionais e com as áreas de atuação de cada universidade. 

Em Baturité (CE), a Unilab iniciou atividades com o curso de medicina. No campus de Rurópolis (PA), da Ufopa, são ofertados os cursos de agronomia e letras – língua portuguesa. Em Sertânia (PE), a UFPE oferta gestão pública, engenharia de energias renováveis, engenharia de recursos hídricos e do meio ambiente e história. 

Em Cidade Ocidental (GO), o campus da UFG oferta cursos de ciências da segurança, engenharia de segurança cibernética, engenharia de software, administração pública, inteligência artificial aplicada à gestão pública e gestão de saúde digital. Em Jequié (BA), a UFSB prevê os cursos de administração, bacharelado interdisciplinar em ciências, bacharelado interdisciplinar em humanidades, engenharia em cibersegurança e agronomia. No campus de São José do Rio Preto (SP), da UFSCar, são ofertados bacharelado interdisciplinar em artes, bacharelado interdisciplinar em ciência, tecnologia e inovação e bacharelado interdisciplinar em ciências e humanidades. 

Em Ipatinga (MG), a Ufop disponibiliza o curso de pedagogia, com previsão de o curso de direito ser ofertado a partir do segundo semestre de 2026. O campus de Estância (SE), da UFS, oferta engenharia têxtil, gestão e empreendedorismo, gestão ambiental, ciência de dados, biotecnologia e engenharia de produção. 

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Novos campi para 2026 – Outros campi previstos na expansão também devem entrar em funcionamento ao longo de 2026. No campus de São Gabriel da Cachoeira (AM), da Ufam, as atividades têm previsão para iniciar no segundo semestre, com o curso de licenciatura em formação de professores indígenas já autorizado pelo MEC. 

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) também prepara o início das atividades em Lucas do Rio Verde (MT), onde estão previstos cursos de engenharia de software, inteligência artificial e letras – português e inglês. 

Entre as unidades anunciadas, o campus de Caxias do Sul (RS), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foi credenciado em junho e seu primeiro curso autorizado é o de ciência de dados. 

Expansão pelo Novo PAC – A criação dos novos campi integra o eixo de educação superior do Novo PAC, que prevê investimentos de cerca de R$ 600 milhões para ampliar e fortalecer a rede federal de ensino superior em todas as regiões do país. 

A iniciativa busca ampliar o acesso à universidade pública e estimular o desenvolvimento regional, por meio da formação de profissionais qualificados, da produção científica e de projetos de extensão voltados às necessidades locais. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

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MEC investe R$ 90 milhões em universidades federais

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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Superior (Sesu), anunciou duas chamadas institucionais inéditas que levarão R$ 90 milhões para ações de extensão e cuidado nas universidades federais. Os recursos são destinados a duas frentes: o apoio à inserção curricular da extensão e a criação das cuidotecas, espaços de acolhimento infantil para apoiar a permanência de estudantes e servidores no período noturno. As ações adotam um modelo de descentralização direta de créditos via Planos Orçamentários, garantindo agilidade e autonomia na execução pelos gestores locais.   

“O investimento que estamos fazendo tem por objetivo fortalecer as universidades federais em diferentes eixos. Estamos apoiando o papel social dessas instituições de Estado tão vitais para o Brasil. Quando viabilizamos as cuidotecas, estimulamos a permanência de quem mais precisa de apoio para estudar e trabalhar. Em paralelo, com o fomento à extensão, asseguramos uma formação acadêmica conectada com a transformação da sociedade. É a universidade federal se tornando, na prática, mais inclusiva e mais forte”, destaca o secretário de Educação Superior do MEC, Marcus David.  

Extensão Pela primeira vez em uma década, o MEC está voltando a financiar, de forma direta, a extensão nas universidades federais. A chamada institucional destinará R$ 70 milhões para todas as 69 instituições da rede, em formato universal e não competitivo. O investimento é uma resposta à Resolução CNE/CES nº 7/2018, que determina a dedicação de, no mínimo, 10% da carga horária dos cursos de graduação a atividades extensionistas, aquelas que fazem interface entre o aprendizado acadêmico e a sociedade.  

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A distribuição do montante foi desenhada para garantir equidade. O cálculo combina um repasse proporcional ao número de docentes e matrículas, um piso comum de R$ 200 mil para cada universidade e um fator regional que concede R$ 100 mil adicionais para instituições localizadas no Norte e Nordeste. Os recursos de custeio poderão financiar bolsas de graduação, materiais de consumo e serviços em atividades de campo.   

CuidotecasEm parceria estratégica com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o MEC lançou o Programa UNICuidotecas, parte integrante do Plano Nacional de Cuidados, e do projeto Universidades Inclusivas, do programa Universidades Transformadoras. Com orçamento de R$ 20 milhões do MEC e R$ 5 milhões do MDS, a iniciativa viabilizará a implantação de espaços em até 50 universidades federais, com aporte de meio milhão de reais por unidade.  

As cuidotecas funcionarão das 17h às 23h e são voltadas ao acolhimento de crianças de 3 a 12 anos. O espaço estará disponível para estudantes, docentes, técnicos administrativos e trabalhadores terceirizados que possuam jornada noturna. A ação enfrenta uma das maiores causas de evasão na educação superior: a falta de infraestrutura de apoio para estudantes com responsabilidades familiares, fator que atinge desproporcionalmente as mulheres. Os recursos custearão equipamentos mobiliários, contratação de equipes e manutenção operacional.   

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Permanência maternaA criação das cuidotecas é um dos frutos do Grupo de Trabalho (GT) da Política Nacional de Permanência Materna nas Instituições de Ensino Superior Brasileiras. O relatório final do GT, que embasou a formulação dessa política pública, está sendo lançado nesta quinta-feira (2). Com o objetivo de dar transparência aos dados e ampliar o debate sobre o tema, o MEC também disponibiliza os recortes regionais do estudo e os resultados detalhados do questionário enviado às instituições para mapear a realidade da permanência materna no país.  

Acesse os documentos na íntegra: 

Próximos passosAs universidades terão processos ágeis de adesão via Sistema Eletrônico de Informações (SEI). Para a extensão, os planos de trabalho começam a ser recebidos entre 1º de julho e 1º de agosto de 2026. Já para as cuidotecas, as instituições têm 30 dias após a chamada para apresentar candidaturas baseadas em critérios de vulnerabilidade e demanda. A expectativa é que ambas as iniciativas comecem sua execução física já em setembro de 2026. 

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

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