EDUCAÇÃO
MEC visita escola indígena no Ceará
EDUCAÇÃO
O Ministério da Educação (MEC) promoveu, nesta segunda-feira, 26 de maio, agenda no estado do Ceará. O ministro Camilo Santana visitou, ao lado da primeira-dama do Brasil, Janja da Silva, a Escola Indígena Jenipapo Kanindé, no município de Aquiraz (CE). A unidade de ensino, que tem o corpo docente formado por professores indígenas, desenvolve uma série de projetos pedagógicos voltados para a valorização da cultura, da identidade e do protagonismo dos estudantes.
A escola também assegura, diariamente, a oferta de alimentação escolar aos alunos dos turnos da manhã, tarde e noite, como parte das ações de promoção do direito à educação com dignidade. Os cardápios são elaborados com base nos princípios da alimentação saudável e adequada, incluindo produtos oriundos da agricultura familiar local, respeitando o percentual mínimo de 30% estabelecido pela legislação do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
Ainda no município, eles visitaram a organização não governamental Tapera das Artes, escola de arte e entretenimento que atende cerca de 2.500 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Fundada em 1983, a entidade desenvolve atividades de educação coletiva de música e formação cultural no mundo das artes.
Alimentação escolar – A comitiva realizou também tratativas para a Segunda Cúpula Global da Coalizão pela Alimentação Escolar, que será realizada em setembro deste ano, em Fortaleza. “Como embaixadora da alimentação escolar no Brasil, tenho a honra de fazer parte dessa iniciativa global para garantir que todas as crianças tenham acesso a refeições escolares saudáveis e nutritivas até 2030”, afirmou Janja.
Mais tarde, em visita a projeto social voltado ao combate à fome e à desigualdade social, Santana falou sobre a importância de tirar o país do mapa mundial da fome. “É uma obsessão do presidente Lula acabar com a fome no Brasil, como ele já fez no seu segundo mandato, tirando o país do Mapa da Fome”, destacou o ministro, durante a formatura de 432 alunos e alunas do curso de panificação social Amor na Massa, em Fortaleza. O programa integra o programa Ceará Sem Fome, iniciativa do governo do Ceará.
“Combater a insegurança alimentar e a pobreza são propósitos que temos em comum, e pelo qual trabalhamos com muita dedicação, em especial o presidente Lula”, completou a primeira-dama.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do FNDE
Fonte: Ministério da Educação
EDUCAÇÃO
Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência
A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026.
A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782.
No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas.
A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios.
Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso.
Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade.
Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”.
Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações.
A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais.
A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade.
“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”.
Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência.
A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção.
No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades.
A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão.
Multimídia
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação
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