EDUCAÇÃO
MEC realiza oficina sobre a Política de Educação Superior
EDUCAÇÃO
O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Superior (Sesu), realizou uma oficina com representantes do movimento estudantil para discutir contribuições à Política Nacional de Educação Superior (Pneds). O encontro ocorreu na segunda-feira, 13 de abril, reunindo integrantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), no auditório da pasta, em Brasília (DF).
A iniciativa teve como objetivo coletar e sistematizar propostas das entidades para a construção da Pneds, instrumento que orientará diretrizes e a indução de políticas públicas para o setor nos próximos anos.
Durante a manhã, foram apresentadas informações sobre o estágio atual da Pneds, incluindo histórico, princípios e cronograma, além de dados recentes do Censo da Educação Superior. Também houve exposição sobre políticas de acesso, permanência e assistência estudantil, com destaque para os desafios e avanços relacionados à Política Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes). “As contribuições foram de alto nível. Ouvir os estudantes é fundamental na construção da política”, afirmou a diretora de Desenvolvimento Acadêmico da Sesu, Lúcia Pellanda.
O debate foi estruturado para alinhar as contribuições estudantis aos marcos normativos recentes, como o Plano Nacional de Educação (PNE 2024-2034) e o Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG 2025-2029).
Eixos estratégicos – À tarde, os participantes se dividiram em rodadas de debate em plenário, organizadas em três eixos temáticos: (a) Orçamento, financiamento e direitos: discussão sobre previsibilidade orçamentária e reconhecimento de direitos para pós-graduandos; (b) Acesso, permanência e ações afirmativas: propostas para fortalecer políticas de inclusão e garantir a permanência com qualidade; e (c) Qualidade, avaliação e expansão: reflexões sobre regulação, avaliação e os impactos da expansão da educação a distância.
As contribuições foram registradas em tempo real, com sínteses ao final de cada eixo.
Próximos passos – Como encaminhamento, foi proposta a elaboração de uma carta com as principais recomendações da UNE e da ANPG para a Pneds. Também está prevista a indicação de representantes das entidades para acompanhar a incorporação das propostas e participar de reuniões futuras com a equipe da Sesu.
A oficina integra o processo participativo de construção da política, reforçando o diálogo entre o MEC e a comunidade acadêmica na formulação de diretrizes para a educação superior brasileira.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu
Fonte: Ministério da Educação
EDUCAÇÃO
Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência
A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026.
A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782.
No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas.
A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios.
Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso.
Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade.
Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”.
Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações.
A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais.
A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade.
“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”.
Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência.
A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção.
No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades.
A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão.
Multimídia
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação
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