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Proteção infantil na internet é tema de podcast do MJSP

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Brasília 20/02/2026 – A coordenadora de programas do Instituto Alana, Maria Mello, foi a segunda entrevistada da primeira temporada do podcast Ctrl+Alt+Delas. O programa é produzido pela Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e veiculado pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

O episódio foi ao ar em 5 de fevereiro e está disponível na íntegra aqui, na Rádio Gov. Maria é referência no debate sobre proteção de dados de crianças, regulação de plataformas digitais e uso de inteligência artificial na infância. 

Durante a entrevista, abordou o equilíbrio entre inovação tecnológica, privacidade e desenvolvimento saudável.

“A criança deve ser prioridade absoluta no ambiente digital. A Constituição Federal garante essa prioridade em todos os espaços. Precisamos assegurar o direito à identidade e à privacidade também na internet. A sociedade começa a compreender que a tecnologia não é neutra”, afirmou.

O Instituto Alana atua há 30 anos na defesa dos direitos da criança. A organização promove a responsabilidade coletiva pelo cuidado e pela proteção da infância, além de fortalecer a atuação das famílias, do poder público e de instituições ligadas à formação infantil. A entidade também estuda os impactos das novas tecnologias nessa fase da vida.

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Segundo Maria, os direitos da infância devem ser considerados desde o início no desenvolvimento de produtos e serviços tecnológicos.

Ela destacou ainda a aprovação do chamado ECA Digital. “Tivemos um avanço importante para a proteção de crianças e adolescentes com a aprovação da lei. O processo contou com apoio de diferentes setores da sociedade e pode tornar o país referência na formulação de políticas públicas digitais voltadas a esse público”, disse.

O ECA Digital

O ECA Digital (Lei nº 15.211/2025) entra em vigor em 17 de março. O decreto que regulamenta a norma está em elaboração conjunta pela Sedigi, pela Casa Civil, pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) e pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

A legislação estabelece regras para a proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais. Aplica-se a produtos e serviços de tecnologia da informação direcionados a esse público ou com acesso provável por ele, independentemente do local de desenvolvimento, fabricação ou operação.

“As decisões sobre regulação, design de plataformas e padrões de inteligência artificial influenciam diretamente a forma como crianças crescem, aprendem e se relacionam. As políticas públicas precisam acompanhar essas mudanças”, explicou Maria Mello.

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Direito digital e infância

Ao tratar da agenda de direitos digitais voltados à infância, Maria Mello destacou quatro prioridades:

• respeito aos direitos de crianças e adolescentes em qualquer plataforma;
• fortalecimento da transparência e da auditoria sobre o uso de dados;
• mecanismos de verificação de idade;
• incentivo a uma agenda positiva de inovação para esse público.

O podcast

A primeira temporada do Ctrl+Alt+Delas teve quatro episódios, veiculados entre o fim de janeiro e 19 de fevereiro. A apresentação foi de Ana Laura Salles. A produção ficou a cargo da coordenadora de Conformidade da Sedigi, Janaína Gomes Lopes, e da chefe da Divisão de Assuntos de Gestão da secretaria, Larissa Brito Alves Oliveira. A série abordou o tema Mulheres no Direito Digital.

Ouça os demais episódios:

Solange Berto, subsecretária de Tecnologia da Informação e Comunicação do MJSP

Lilian Cintra de Melo, advogada e ex-secretária Nacional de Direitos Digitais do MJSP

Yasodara Cordova, assessora sênior de Cibersegurança da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev)

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Senad e Capes selecionam 24 projetos para ações de prevenção, cuidado e inclusão social

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Brasília, 18/6/2026 – A articulação entre ciência, extensão universitária e políticas públicas será ampliada com a implementação da Rede dos Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social na Política sobre Drogas (Rede Cais) Acadêmicos, linha específica do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação. A iniciativa, conduzida pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad/MJSP) em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), reunirá 24 universidades e institutos federais para desenvolver ações de inclusão social, prevenção e promoção de direitos em comunidades em situação de vulnerabilidade.

Com investimento superior a R$ 25 milhões, o programa estrutura a Rede Cais Acadêmicos, com atuação em todo o País. As instituições contempladas estão distribuídas pelas cinco regiões brasileiras, consolidando uma rede nacional voltada ao desenvolvimento de tecnologias sociais e à produção de conhecimento aplicado às realidades locais.

A ação integra a estratégia da Senad de impulsionar atividades de prevenção e cuidado, promovendo a articulação entre universidades, comunidades e serviços públicos para enfrentar desafios relacionados ao uso de álcool e outras drogas, à vulnerabilidade social e à garantia de direitos.

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Para a secretária nacional da Senad, Marta Machado, o programa representa mais um avanço na política sobre drogas no Brasil.

“Estamos falando de um investimento robusto de mais de R$ 25 milhões em ciência, pesquisa e extensão universitária. O objetivo é transformar conhecimento em novas tecnologias sociais e fortalecer a presença da política pública nos territórios mais vulnerabilizados”, ressalta.

Segundo a secretária, a rede selecionada terá alcance nacional inédito e contribuirá para ampliar o acesso a direitos fundamentais.

“Os centros vão atuar promovendo redução de riscos e danos, acolhimento, atenção psicossocial e, acima de tudo, o acesso aos direitos fundamentais. Essa é a materialização da nossa estratégia de prevenção ampliada”, afirma.

Rede nacional

Além de fomentar pesquisas e ações extensionistas, o programa busca produzir evidências e metodologias que possam subsidiar políticas públicas voltadas à prevenção, ao cuidado e à garantia de direitos de populações em situação de vulnerabilidade.

A expectativa é que a Rede Cais Acadêmicos contribua para reforçar a presença territorial das ações da Senad e aprimorar a articulação entre Governo Federal, instituições de ensino e sociedade civil, promovendo respostas mais qualificadas e integradas aos desafios sociais relacionados à política sobre drogas.

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Os projetos selecionados receberão bolsas e recursos de custeio para desenvolver as atividades previstas ao longo dos próximos anos. O resultado do edital foi divulgado em 11 de junho e está disponível aqui.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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