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Novo episódio do ColaboraCast mostra como o MGI atua nos bastidores da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027

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O que acontece nos bastidores da organização de um evento internacional como a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027? Como dezenas de órgãos públicos alinham decisões, responsabilidades e prioridades para que uma operação dessa dimensão funcione? Essas são algumas das questões abordadas no novo episódio do ColaboraCast, videocast produzido pelo ColaboraGov e pela Secretaria de Serviços Compartilhados (SSC/MGI), já disponível no YouTube e no Spotify.

Com uma conversa leve e dinâmica, Rodrigo Brito, Diretor de Gestão Estratégica do MGI, e Adriano Caetano, Coordenador-Geral de Estratégia e Projetos, explicam como o ministério atua no apoio à articulação, governança e integração de grandes projetos conduzidos pelo governo federal.

Ao longo do bate-papo, os convidados apresentam as Oficinas Colaborativas, metodologia utilizada para reunir diferentes áreas do governo na construção conjunta de soluções para desafios complexos. A proposta é desafiadora: tirar equipes da lógica de atuação isolada e colocá-las em um mesmo espaço para identificar problemas, alinhar prioridades e construir caminhos em comum.

“Não existem soluções prontas. Cada desafio exige escuta, entendimento do contexto e construção coletiva”, resume Adriano Caetano durante a conversa.

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O programa mostra como esse trabalho busca transformar planejamento em ação prática, reduzindo retrabalho, melhorando a coordenação entre órgãos públicos e acelerando processos decisórios.

Outro tema abordado é a construção de legado dentro da administração pública. Mais do que organizar entregas imediatas, as metodologias desenvolvidas pela Diretoria de Gestão Estratégica ajudam o governo a consolidar aprendizados, registrar experiências e criar repertório institucional para futuras políticas públicas. Os convidados reforçam que gerar valor público passa, necessariamente, por compreender as necessidades reais da população e construir soluções conectadas com quem recebe essas políticas.

Além dos bastidores da preparação para a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027, a conversa apresenta iniciativas relacionadas à gestão de projetos, melhoria de processos, governança pública e apoio ao planejamento institucional de órgãos atendidos pelo ColaboraGov.

Criado pela Secretaria de Serviços Compartilhados do MGI, e produzido pela Assessoria de Comunicação Social da pasta, o ColaboraCast aproxima servidores públicos e sociedade de temas ligados à inovação, gestão e transformação do serviço público brasileiro. 

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O episódio completo já está disponível no canal do MGI no YouTube (@gestaogov_br) e no Spotify.

Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos

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Inteligência Artificial na administração pública é tema de debate na Rede GIRC

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Com o tema “Desafios para a Inteligência Artificial nesse mundo tão cheio de riscos”, a Rede de Governança, Integridade, Riscos e Controles Internos (Rede GIRC) promoveu, na manhã desta terça-feira (2/6), o seu 55º encontro. O evento aconteceu no Auditório Roseli Faria, no térreo do Bloco K da Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF).

A discussão foi mediada por Mariana Cruz Montenegro, procuradora da Fazenda Nacional e presidente da Comissão de Ética da Advocacia-Geral da União (AGU). Ela abriu o painel com a reflexão “O cérebro eletrônico faz tudo… faz quase tudo”, inspirada na obra de Gilberto Gil.

No painel, o diretor do Departamento de Tecnologia da Informação do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Rogério Nogalha, explicou as estratégias de governança e as políticas de gestão de riscos do ministério no uso de Inteligência Artificial (IA). Nogalha contou que, em 2023, a diretoria se dedicou a construir diretrizes e um guia de boas práticas. Entre as ações de destaque, estão:

  • Criação de Portfólio de projetos com IA

  • Alinhamento contínuo com a Secretaria de Governo Digital (SGD)

  • Criação de GT para construção da Estratégia

  • Criação de GT para elaboração da Política de IA do MGI

  • Criação de GT para elaboração de plano de implementação da Estratégia

  • Criação do Subcomitê de IA

Outro instrumento importante é a Política de Governança de IA, instituída pela Portaria MGI nº 3.485/2026. Publicada em abril, ela entrará em vigor em 23 de junho deste ano. Além de estabelecer a governança, a norma fomenta a capacitação contínua, promove a inovação com responsabilidade no setor público e traz princípios como segurança, gestão de riscos, transparência e proteção à privacidade.

Sobre o uso de IA externa, o diretor explicou que, “se a informação for estritamente pública, então é permitida utilização de ferramentas externas. No entanto, ele destacou a importância da revisão humana sobre os resultados gerados, uma vez que a pessoa servidora é a responsável pelo conteúdo criado. Para dados que forem sigilosos, pessoais ou sensíveis, o compartilhamento com IAs externas é, em regra, vedado. A exceção ocorre apenas mediante a avaliação prévia de riscos e a verificação de garantias técnicas e contratuais de segurança.

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Segurança de IA 

João Souza Neto, pós-doutor em Segurança Cibernética e consultor na área, explicou que “a IA é pervasiva” — termo usado para descrever algo que se infiltra ou se espalha profundamente.A IA hoje é pervasiva, está presente e é uma realidade, quer você queira, quer você não queira, disse ao defender que as organizações tenham uma política regulatória para o uso de IA. 

Segundo levantamento do especialista, existem hoje mais de 30 categorias de risco relacionadas à IA. Considerando os riscos mais relevantes, foram identificadas mais de 100 ameaças. “São riscos que precisam ser tratados ou mitigados. Por isso, é importante que haja governança de IA”. 

AGU e o uso de IA em processos públicos

Caio Castelliano de Vasconcelos, secretário de Governança e Gestão Estratégica da Advocacia-Geral da União (AGU), falou sobre o manual de boas práticas para utilização de IA no órgão. Ele pontuou que o uso está autorizado para o processamento de documentos públicos que não estejam submetidos a sigilo ou restrição de acesso.

Com relação a dados pessoais sensíveis, o secretário esclareceu que a IA somente pode ser utilizada para processá-los no cumprimento de obrigações legais, atribuições institucionais e exercício de direitos. No caso de versões gratuitas de ferramentas de IA, o uso de dados sensíveis fica condicionado à garantia de que as informações não serão usadas para treinamentos ou retreinamentos dos algoritmos. Castelliano também reforçou a recomendação de que pessoas servidoras não se cadastrem em ferramentas gratuitas utilizando e-mail ou dados institucionais.

Ainda sobre o uso da tecnologia, ele apontou que deixar de utilizá-la também é um “risco”, já que todas as partes envolvidas em um processo judicial ou administrativo fazem uso da ferramenta. Atualmente, um protótipo de IA para que membros da AGU editem minutas está em desenvolvimento.

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ANPD como reguladora de IA no Brasil

Em meio ao uso crescente da tecnologia no país, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) possui competência para fiscalizar e regulamentar aspectos da IA quando há tratamento de dados pessoais, com base na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Além disso, a autarquia passou a ser reguladora do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital). Atualmente, tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei, já aprovado no Senado, que torna a agência a autoridade central da regulação da inteligência artificial no país.

Davi Teófilo, gerente de Projetos no Conselho Diretor da ANPD, falou sobre como adequar as ferramentas de IA à LGPD, sobretudo no tratamento de dados de crianças. Ele assegurou que “o papel regulatório não é interromper a inovação, mas trazer aos usuários a possibilidade de terem ferramentas que mitiguem os riscos. Hoje, basta um clique para que o usuário comunique à Meta que não deseja que seus dados pessoais sejam tratados pela IA. Antes, eram necessários 9 cliques para fazer o pedido, o que não é razoável, contou.

Ao final do evento, houve espaço para que os participantes respondessem a perguntas de quem acompanhava a discussão presencialmente ou pelo canal do MGI no YouTube. Assista à transmissão na íntegra clicando aqui.

Sobre a Rede GIRC

A Rede GIRC é uma rede colaborativa aberta, instituída em 2017, com o objetivo de disseminar boas práticas e promover debates sobre os temas de Governança, Integridade, Gestão de Riscos e Controles Internos no setor público. Atualmente, é composta por cerca de 100 instituições da Administração Pública Federal direta e indireta.

Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos

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