BRASIL
MGI leva serviços do GOV.BR às edições da Feira da Cidadania em Curitiba e Maceió
BRASIL
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) participou, no mês de maio, das edições de Curitiba (PR) e Maceió (AL) do Governo do Brasil na Rua – Feira da Cidadania, levando à população orientações e suporte para acesso aos serviços digitais do GOV.BR. A atuação do MGI conta com parceria estratégica das Superintendências Regionais da Administração (SRAs), da Central de Atendimento de Pessoal (CAPE) dos estados e do apoio remoto da Secretaria de Serviços Digitais (SGD).
A plataforma GOV.BR, reúne mais de 4,6 mil serviços digitais federais e outros 8,7 mil serviços estaduais e municipais integrados, totalizando mais de 12 mil serviços disponíveis para a população brasileira. Atualmente, a plataforma conta com cerca de 175 milhões de usuários.
Nesse contexto, os atendimentos GOV.BR na Feira da Cidadania são estratégicos. As equipes auxiliam cidadãos na criação e recuperação de contas, atualização de senha, na verificação em duas etapas e com orientações sobre uso básico do aplicativo. A iniciativa reforça o compromisso do Governo do Brasil com a inclusão e com a ampliação do acesso da população a direitos e serviços públicos disponíveis no ambiente digital.
Em Maceió (AL), a ação foi realizada no dia 15/05, no IFAL – Campus Benedito Bentes. Ao todo, foram 51 atendimentos ao longo do dia. Nessa edição, os serviços do GOV.BR ficaram na mesma sala de atendimento da Receita Federal. Para Gabriela Lisboa, Chefe-Substituta da CAPE/AL, essas “dobradinhas” de serviços facilitam a resolução de problemas dos cidadãos.
Gabriela Lisboa contou que foram atendidas pessoas com cachorrinhos no colo, que precisavam da senha GOV.BR para se cadastrar no SinPatinhas. Em outros casos, eram adolescentes que estavam providenciando o Pé-de-Meia, programa que apoia estudantes do Ensino Médio público para reduzir a evasão escolar e estimular a conclusão dos estudos.
“Para nós que estamos na linha de frente, é muito satisfatório prestar esse atendimento direto ao cidadão, incluindo jovens, idosos e analfabetos. Com certeza, seria muito difícil para essas pessoas conseguirem regularizar o acesso ao GOV.BR sem o nosso auxílio”, afirmou.
Já em Curitiba (PR), o Governo do Brasil na Rua ocorreu 08/05, na Universidade Federal do Paraná (UFPR), das 9h às 17h. Foram realizados 28 atendimentos, dos quais 26 foram totalmente solucionados, resultando em uma taxa de resolutividade de 92,9%. A recuperação da senha liderou os atendimentos, somando 42,9% das requisições, seguida da desativação da verificação em 2 fatores, que somou 35,7% dos atendimentos.
Serviço público: inclusão e escuta
Rudson Pereira, Coordenador-Geral de Controle e Atendimento de Pessoal, da Diretoria de Gestão de Pessoas, do MGI, ressalta que o atendimento humanizado faz diferença na vida das pessoas. Para ele, a mobilização da equipe da Coordenação de Administração de Pessoal (CAPE) em cada estado é essencial para aproximar o Estado do cidadão, especialmente daqueles que enfrentam mais dificuldade de acesso aos serviços públicos, como idosos, pensionistas e pessoas em situação de vulnerabilidade.
“Costumamos dizer que nossa missão é cuidar de pessoas e, poder levar esse cuidado para mais perto da comunidade, torna essa experiência ainda mais especial. Cada atendimento realizado carrega escuta, respeito e o compromisso de facilitar a vida do cidadão”, explicou.
Rudson Pereira, reforçou ainda que iniciativas como essa fortalecem a cidadania porque, quando o Estado ocupa espaços de convivência e se aproxima da população, é possível criar vínculos de confiança e, de fato, fazer a inclusão social, mostrando que o atendimento público também pode ser resolutivo e transformador. “Mais do que prestar um serviço, é sobre acolher, orientar e garantir que ninguém fique para trás”, concluiu.
Ação Interministerial
Coordenado pela Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR), o Governo do Brasil na Rua – Feira da Cidadania reúne diversos órgãos federais, estaduais e municipais para ofertar serviços públicos gratuitos diretamente à população. A iniciativa atende à orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de aproximar o Estado dos cidadãos, levando serviços e direitos a quem mais precisa.
Em diferentes edições da feira da cidadania, Guilherme Boulos, ministro da SGPR, destacou que a proposta do programa é “aproximar os vários programas do governo federal das pessoas e territórios e ampliar o acesso da população aos serviços públicos”.
As Feiras da Cidadania oferecem serviços de diferentes órgãos em um único lugar e sem a necessidade de agendamento prévio. Entre eles, estão orientações sobre o programa Pé-de-Meia; atendimentos do INSS, incluindo perícia médica; Benefício de Prestação Continuada (BPC) e Conselho de Recursos; serviços da Ouvidoria do Ministério da Igualdade Racial; orientações sobre o novo processo de formação de condutores e adesão ao programa Bom Condutor para renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH); serviços do Incra, como emissão do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) e atualização cadastral, entre outros.
Saiba Mais
Edição de Maceió (AL): https://www.gov.br/secretariageral/pt-br/noticias/2026/maio/desenrola-brasil-marca-governo-do-brasil-na-rua-em-maceio-com-renegociacao-historica-de-divida
Edição Curitiba (PR): https://www.gov.br/secretariageral/pt-br/noticias/2026/maio/cidadadaos-atendidos-e-entrega-de-caminhao-para-coletiva-seletiva-programacao-intensa-no-governo-do-brasil-na-rua-em-curitiba
Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos
BRASIL
Programa Brasil Contra o Crime Organizado chega à Amazônia para fortalecer o combate a facções e crimes ambientais
Manaus, 18/5/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou, nesta segunda-feira (18), em Manaus (AM), o Programa Território Seguro, Amazônia Soberana: Proteção da Amazônia e da Faixa de Fronteira, instituído pela Portaria 1220/2026. Coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) e com investimento de R$ 209 milhões, a iniciativa amplia ações integradas de repressão qualificada, proteção territorial, prevenção e fortalecimento de economias lícitas na Amazônia Legal e em outras áreas de fronteira.
O lançamento ocorreu durante o evento Brasil Contra o Crime Organizado: Amazônia, realizado no Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI), e integra o programa Brasil Contra o Crime Organizado, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 12 de maio, em Brasília. O novo programa atuará de forma coordenada com o Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Amas), cada um com sua especificidade.
Nesta primeira fase, o programa atuará em sete regiões prioritárias, abrangendo 42 municípios de seis estados: Acre (AC), Amazonas (AM), Pará (PA), Maranhão (MA), Mato Grosso (MT) e Paraná (PR). A estratégia foi estruturada para enfrentar de forma integrada crimes ambientais, narcotráfico, garimpo ilegal e violência armada em áreas estratégicas da Amazônia Legal e da faixa de fronteira.
Na abertura do encontro, Wellington Lima afirmou que o crime organizado atua de forma integrada e exige resposta coordenada do Estado. “Por décadas, cada estado enfrentou o crime do seu jeito, com os seus recursos, nas suas divisas. O problema é que o crime nunca respeitou limite nenhum. Enquanto os estados agiam separados, as facções atuavam em rede”, afirmou o ministro.
“O que torna este momento diferente é que, pela primeira vez, o Estado inteiro vai atuar junto — não cada um apenas no seu domínio, mas todos jogando no mesmo time, com um plano conjunto e atuação simultânea”, completou.
A secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado, enfatizou que o programa representa uma mudança na forma de atuação do Estado na região amazônica, ao integrar políticas de segurança pública, desenvolvimento sustentável e garantia de direitos.
“Por muito tempo, a Amazônia foi tratada por políticas fragmentadas: ora pela agenda socioambiental, ora pela agenda de segurança pública, ora pela agenda de desenvolvimento econômico, como se essas dimensões pudessem ser pensadas separadamente. Hoje, sabemos que repressão qualificada, proteção ambiental, desenvolvimento sustentável e garantia de direitos precisam caminhar juntos”, enfatizou.
Coordenado pela Senad, o Programa Território Seguro, Amazônia Soberana será desenvolvido a partir de quatro eixos estruturantes:
* Diagnóstico territorial
Produção de evidências, monitoramento e inteligência territorial para orientar decisões estratégicas e ações integradas.
* Repressão qualificada
Integração das forças de segurança pública para enfrentamento às estruturas financeiras e logísticas do crime organizado e retomada de territórios vulneráveis.
* Prevenção e acesso a direitos
Fortalecimento da presença do Estado, proteção social e ações voltadas à prevenção do aliciamento de populações vulneráveis por organizações criminosas.
* Promoção de alternativas econômicas sustentáveis
Fomento à inclusão produtiva, geração de renda e desenvolvimento sustentável nos territórios prioritários.
Enfrentamento ao crime organizado
O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, também destacou a importância da integração entre os entes federativos e do uso de tecnologia no enfrentamento ao crime organizado.
“Nós precisamos trabalhar para enfrentar essa chaga. A proposta é que os estados não atuem de forma isolada, mas em conjunto com o Governo Federal. Esse enfrentamento precisa ocorrer com tecnologia e informação, porque as ações do crime organizado avançam principalmente sobre a estrutura e a infraestrutura portuária da região”, afirmou o secretário.
De acordo com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, o programa leva o enfrentamento ao crime organizado a um novo patamar.
“Vamos qualificar o enfrentamento com a descapitalização do crime. Somente no ano passado, as operações da Polícia Federal retiraram R$ 10 bilhões do crime organizado”, enfatizou.
Também participaram do evento o secretário-executivo do MJSP, Ademar Borges; o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; e o diretor-executivo da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Alberto Raposo Neto.
Plano Amas
Durante o evento, o MJSP também apresentou o balanço do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Amas), política coordenada pela pasta desde 2023 para o enfrentamento ao crime organizado e aos crimes ambientais na região amazônica.
Além da apresentação dos resultados do plano, foram discutidas perspectivas de fortalecimento da iniciativa, incluindo a institucionalização do contrato com o BNDES/Fundo Amazônia para financiamento das ações do Amas e suplementação orçamentária destinada aos estados.
A programação incluiu ainda reunião deliberativa do Comitê Gestor do Plano Amas, que debateu o Plano Estratégico Integrado da BR-319 e os Planos Operacionais Integrados dos estados da Amazônia Legal para 2026.
As metas do Amas para 2026 estão organizadas em três eixos imediatos: controle estratégico da BR-319, com foco no combate ao garimpo, à grilagem e às queimadas; integração dos planos operacionais estaduais; e fortalecimento das ações de enfrentamento ao crime organizado e aos crimes ambientais na Amazônia e no Pantanal.
O evento também contou com o lançamento do Índice de Vulnerabilidade ao Crime Organizado: Territórios Indígenas (IVCO-TI), desenvolvido pelo Centro de Estudos sobre Drogas e Desenvolvimento Social Comunitário (Cdesc). O projeto é fruto de parceria entre a Senad/MJSP, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.
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