BRASIL
MGI destina 80 imóveis da União para projetos do Minha Casa, Minha Vida – Entidades
BRASIL
A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Esther Dweck, participou nesta sexta-feira (12/6) no Palácio do Planalto, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do anúncio das propostas selecionadas para o programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades (MCMV-E) em áreas da União e prédios ociosos do INSS.
No total, 80 prédios ou áreas do patrimônio da União foram destinadas pela Secretaria do Patrimônio da União, vinculada ao MGI, para a construção ou reforma de unidades habitacionais, com potencial de beneficiar cerca de 11 mil famílias em todo país. “Gestão patrimonial não é apenas administrar imóveis. É um instrumento concreto para promover desenvolvimento, reduzir desigualdades e melhorar a vida das pessoas. O patrimônio da União voltou a cumprir sua função social e a servir ao povo brasileiro”, explica Dweck.
No total, o Ministério das Cidades anunciou as propostas selecionadas para a construção de 85 mil unidades do Minha Casa Minha Vida, nas modalidades Rural e Entidades – Urbana. São 50 mil novas unidades do Minha Casa, Minha Vida Rural e 35 mil moradias na modalidade Entidade, avançando a meta do programa. Cerca de 40% dessas moradias serão viabilizadas nos imóveis da União, a serem disponibilizados pela SPU, por meio do Programa Imóvel da Gente. Nos imóveis cedidos pela União, as destinações abrangem 44 cidades em 21 estados brasileiros.
O presidente ressaltou a qualidade das unidades habitacionais produzidas pelas entidades selecionadas e disse que o padrão de moradia melhorou. Lula mencionou até uma certa “desconfiança” com relação à capacidade de entrega dos movimentos sociais. “Foi difícil no começo, vocês sabem. Mas hoje vocês provaram: a única coisa que precisam é de confiança e respeito”, disse.
Também pediu fiscalização das ações do governo para os movimentos sociais. “Vocês são o farol que vai fazer com que esse governo cumpra cada palavra que prometeu durante seu mandato. Nós temos compromisso com vocês, portanto cobrar aquilo que não estamos fazendo não é injustiça”, afirmou Lula. O evento contou com a presença de diversos movimentos de luta por moradia que são parceiros do governo na identificação de imóveis da União que são passíveis de serem destinados ao programa.
A pasta ampliou as metas originalmente estabelecidas para as duas linhas de atendimento. A meta original, estabelecida no ano passado, era de contratação de 30 mil moradias nas áreas rurais e 21 mil moradias no Entidades.
“Estamos ampliando o alcance do programa, sobretudo para aquelas famílias que mais precisam. Os recursos estão garantidos”, disse o ministro Vladimir Lima.
O MCMV Entidades é voltado para famílias com renda familiar bruta até R$ 3.200. Tem por finalidade a produção social da moradia e a participação da população como protagonista na solução de seus problemas habitacionais, estimulando a organização popular e a produção habitacional por autogestão.
“Já consolidamos 2,3 milhões de moradias desde o início deste governo e vamos chegar a 3 milhões até o final do ano, um recorde de contratações. E melhor ainda: 70% dessas entregas são das faixas 1 e 2, para famílias com renda familiar bruta de até R% 5.000. É a prova de que nossas políticas públicas têm chegado a quem de fato precisa”, disse o ministro Vladimir Lima.
Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos
BRASIL
Ministro reúne PF, PRF e Senappen para ampliar integração no combate ao crime organizado
Brasília, 12/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, reuniu-se na manhã desta sexta-feira (12), em Brasília, com os diretores-gerais da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Fernando Souza Oliveira, para fortalecer a atuação integrada das forças federais no âmbito do Programa Brasil Contra o Crime Organizado.
Também participaram do encontro o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia; a secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula; o secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ademar Borges; e o coordenador-geral de Segurança e Operações Penais, José Renato Gomes Vaz.
A reunião discutiu o fortalecimento da atuação conjunta das três forças federais vinculadas ao Ministério da Justiça — Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal Federal —, além do aperfeiçoamento das ações em regiões de fronteira, do alinhamento dos fluxos de comunicação entre os órgãos e da constituição de grupos de trabalho voltados à revisão e ao aperfeiçoamento de normativos internos.
Segundo Wellington Lima, a integração entre instituições é um dos pilares do Programa Brasil Contra o Crime Organizado.
“O Brasil Contra o Crime Organizado tem como uma das principais características a união e o trabalho em conjunto para enfrentar as facções no País. A integração federativa não é apenas desejável — é condição estrutural para resultados duradouros”, afirmou.
Governança permanente
A iniciativa desta sexta-feira dá continuidade a um novo ciclo de encontros promovidos pelo ministro como desdobramento da reunião realizada em 29 de maio, logo após seu retorno de Assunção, no Paraguai, onde participou da Reunião de Ministros da Justiça, Interior e Segurança do Mercosul.
Na ocasião, Wellington Lima reuniu secretarias do MJSP, órgãos de segurança pública, integrantes do Ministério Público brasileiro e representantes da sociedade civil para apresentar os resultados do encontro regional, compartilhar os acordos bilaterais firmados com países vizinhos e promover uma análise conjuntural sobre o combate ao crime organizado no Brasil e na América do Sul.
A decisão de reunir, de forma imediata e em um mesmo espaço, representantes de diferentes instituições reforça o compromisso do Governo Federal com a construção de respostas coordenadas, permanentes e baseadas em evidências para enfrentar a criminalidade organizada.
Os encontros deverão ocorrer no máximo a cada 15 dias, preferencialmente às sextas-feiras. A próxima reunião, prevista para o dia 26, contará com a participação dos presidentes dos colégios nacionais de comandantes das Polícias Militares, de delegados das Polícias Civis e de secretários estaduais de Segurança Pública.

- Reunião no dia 29 de maio, no Ministério, com secretários, chefes da PF e PRF e representantes da sociedade civil
Resultados reforçam papel das forças federais
O encontro também serviu para avaliar resultados recentes das instituições que atuam diretamente nos quatro eixos estruturantes do Programa Brasil Contra o Crime Organizado: asfixia financeira das facções, qualificação das investigações de homicídios, fortalecimento da segurança no sistema prisional e combate ao tráfico de armas.
A Polícia Federal tem mantido uma média de aproximadamente dez operações por dia voltadas ao enfrentamento de organizações criminosas em todo o país.
A Polícia Rodoviária Federal, por sua vez, registrou apreensões expressivas somente em dois dias do mês de maio, quando localizou cerca de R$ 1,3 milhão ocultos em um veículo.
Já a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) destacou os resultados da Operação Mute. Em uma das etapas da ação, voltada ao combate às comunicações ilícitas dentro dos presídios, foram retirados 680 aparelhos celulares de unidades prisionais brasileiras.
As ações demonstram a complementaridade entre os órgãos federais no enfrentamento ao crime organizado, desde a interrupção de fluxos financeiros ilícitos e a repressão ao tráfico até o combate à atuação de facções dentro do sistema penitenciário.
A reunião antecede uma semana de compromissos estratégicos do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Entre as pautas previstas está a participação do ministro em evento na Paraíba voltado ao fortalecimento das políticas de enfrentamento ao feminicídio e à violência contra as mulheres.
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