BRASIL
MGI convoca 172 pessoas aprovadas do CPNU 2 para escolha de local de exercício
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O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) publicou, nesta segunda-feira, o Edital N° 1/2026, que convoca 172 (cento e setenta e duas) pessoas aprovadas no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2) para manifestação de preferência por órgão e local de exercício para os cargos de Assistente Social, Psicólogo, Médico – especialidade de Clínica Médica, Médico – especialidade de Psiquiatria e Médico – especialidade de Medicina do Trabalho.
A manifestação de preferência será realizada exclusivamente por meio do aplicativo SouGov.br ou pelo endereço eletrônico GOV.BR/SouGov. O período para participação será a partir das 10 horas do dia 02/06/2026 até as 23h59 horas do dia 08/06/2026. A ausência de manifestação será interpretada como concordância com a definição da lotação pelo interesse da Administração.
A manifestação de preferência constitui etapa prévia à nomeação, de caráter facultativo e não vinculante, destinada a subsidiar a Administração na definição da lotação inicial, considerando os seguintes fatores centrais: a demanda institucional, o interesse da Administração e o planejamento e as necessidades dos órgãos envolvidos e o quadro disposto no Anexo I do edital.
Regras da manifestação de preferência
O modelo estabelece regras claras e previamente definidas para a distribuição das pessoas candidatas, com base em critérios cumulativos e sequenciais. O procedimento começa pela priorização de pessoas com deficiência, que escolhem suas localidades antes dos demais.
Na sequência, os demais candidatos são organizados conforme a classificação geral, respeitando a alternância entre as diferentes modalidades de concorrência. Essa lógica busca assegurar equidade no processo, ao mesmo tempo em que preserva o mérito individual dos candidatos.
Entre os principais pontos previstos no edital de manifestação de preferência, destacam-se:
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Prioridade para aprovações em vagas reservadas a pessoas com deficiência (PCD), independentemente da modalidade de concorrência em que tenham sido classificados;
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Respeito à ordem de classificação no concurso público;
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Alternância entre listas de ampla concorrência e vagas reservadas, conforme previsto na legislação.
Durante o período para manifestação de preferência, as pessoas candidatas poderão indicar suas opções de local de exercício entre as localidades disponíveis. O edital estabelece que a escolha feita será considerada como manifestação formal de aceitação, inclusive quando envolver cidades fora das capitais. As localidades devem ser indicadas em ordem de preferência no sistema.
No entanto, essa escolha não implica ampliação do número de vagas já previstas. Ou seja, a distribuição continuará limitada à quantidade de vagas autorizadas e às necessidades dos órgãos.
Para localidades fora de Brasília e das capitais, a Administração não poderá designar o candidato para município que não tenha sido previamente indicado. A indicação de preferências orienta a alocação, mas a definição final poderá considerar critérios técnicos e o interesse público.
O edital também estabelece que, nos casos de nomeação para Brasília ou capitais dos estados, não haverá possibilidade de recusa da vaga. Nessas situações, a não aceitação será considerada desistência, conforme a legislação aplicável.
Organização por órgãos e critérios adicionais
Além da definição de localidade, a distribuição dos servidores entre os órgãos seguirá critérios administrativos complementares. Entre eles, destacam-se:
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Respeito à localidade escolhida pelo candidato;
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Possibilidade de manutenção do exercício no órgão atual, no caso de candidatos que já possuem vínculo com a Administração Pública Federal;
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Distribuição entre órgãos com base na ordem de classificação, associada a critérios técnicos e organizacionais;
Ao todo, estão previstas 172 vagas, distribuídas entre os cargos de Assistente Social, Médico e Psicólogo. As oportunidades serão destinadas ao Ministério da Saúde (MS), Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Distribuição nacional das vagas
As vagas contemplam diferentes regiões do país. O Ministério da Saúde concentra 122 oportunidades distribuídas entre municípios como Maceió (AL), Salvador (BA), Fortaleza (CE), Vitória (ES), Goiânia (GO), São Luís (MA), Campo Grande (MS), Belo Horizonte (MG), Belém (PA), João Pessoa (PB), Teresina (PI), Rio de Janeiro (RJ), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Boa Vista (RR), Recife (PE), Florianópolis (SC), São Paulo (SP), Aracaju (SE) e Distrito Federal.
A Fundação Nacional de Saúde contará com 28 vagas destinadas a Macapá (AP), Teresina (PI), Porto Velho (RO) e Distrito Federal. Já o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério da Agricultura e Pecuária terão oito vagas cada, todas para o Distrito Federal. O Ministério das Relações Exteriores terá seis vagas também no Distrito Federal.
Do total de vagas previstas, 80 são para assistentes sociais, 26 para médicos da especialidade clínica médica, 27 para médicos psiquiatras, 27 para médicos do trabalho e 12 para psicólogos.
Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos
BRASIL
Alexandre Silveira destaca potencial do Brasil para liderar investimentos globais em data centers e defende avanço do Redata
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta segunda-feira (1º/6), durante o Fórum Jurídico de Lisboa, em Portugal, que o Brasil reúne condições únicas para se tornar um dos principais destinos globais para investimentos em data centers, inteligência artificial e infraestrutura digital. Ao participar do painel Desenvolvimento Tecnológico, Data Centers e Soberania Nacional, o ministro destacou que o avanço desse setor está diretamente ligado à capacidade energética dos países e defendeu a construção de um ambiente regulatório capaz de transformar o potencial brasileiro em desenvolvimento econômico e tecnológico.
“No ambiente de investimentos do setor elétrico, quando falamos em data centers não falamos apenas em tecnologia. Falamos principalmente de energia, porque energia é o que sustenta a possibilidade de nós avançarmos em investimentos em data centers no Brasil. E estamos avançando fortemente, 38 GW de pedidos de parecer de acesso, 7,1 GW representando R$ 159 bilhões em investimentos nos próximos anos”, afirmou o ministro durante o painel.
Silveira ressaltou que o Brasil possui uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, ampla disponibilidade de energia renovável, segurança jurídica e capacidade de expansão do sistema elétrico, fatores que vêm ampliando o interesse de grandes investidores internacionais pelo país.
De acordo com o ministério de Minas e Energia, os pedidos de conexão para novos projetos de data centers cresceram 330% entre 2024 e 2025. Em dezembro de 2025, o Ministério de Minas e Energia registrava 28,5 GW de demanda solicitada para projetos previstos até 2038. Atualmente, o Brasil conta com 205 data centers em operação e empreendimentos em construção que somam mais de R$ 114,5 bilhões em investimentos.
Durante sua participação, Alexandre Silveira afirmou que grandes empresas globais já buscam o Brasil como alternativa estratégica para expansão de suas operações, em razão da instabilidade no Oriente Médio. “Eu tenho na minha agenda, no mínimo, três ou quatro grandes companhias mundiais de data center me procurando”, declarou.
Sistema elétrico e a nova demanda tecnológica
Ao abordar a preparação do país para receber essa nova onda de investimentos, o ministro destacou que o Governo Federal vem adotando medidas estruturantes para ampliar a segurança energética e garantir previsibilidade ao setor produtivo.
Entre as iniciativas estão a expansão da infraestrutura de transmissão, os leilões de geração e transmissão de energia, o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) e a criação da Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (PNAST), considerada uma das principais ferramentas para organizar a conexão de grandes consumidores ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Instituída pelo Decreto nº 12.772, a PNAST modernizou as regras de acesso à Rede Básica, substituindo o antigo modelo baseado em filas por mecanismos mais transparentes e alinhados ao planejamento da expansão do sistema elétrico. A política também eliminou etapas burocráticas que dificultavam o acesso de novos empreendimentos à rede de transmissão.
A medida foi criada para enfrentar desafios como o congestionamento de pedidos de acesso, a necessidade de expansão da infraestrutura elétrica e a crescente demanda de projetos ligados à transição energética, ao hidrogênio de baixo carbono e aos data centers.
Data centers como agenda de soberania nacional
Durante o debate, Alexandre Silveira defendeu que a expansão da infraestrutura digital seja tratada como uma pauta estratégica de soberania nacional.
Segundo o ministro, a corrida global por inteligência artificial, processamento de dados e serviços digitais exige não apenas capacidade tecnológica, mas também segurança energética e capacidade de planejamento de longo prazo.
Silveira afirmou que o reposicionamento geopolítico do Brasil, aliado à sua matriz energética renovável, tem ampliado o interesse internacional por investimentos no país. O ministro também relacionou o tema à necessidade de fortalecimento da autonomia tecnológica brasileira e da capacidade nacional de processamento e armazenamento de dados.
Silveira reforça defesa do Redata
Ao final do painel, o ministro voltou a defender o avanço do Redata no Congresso Nacional. A proposta, atualmente em discussão no Senado Federal, busca criar um regime especial voltado à atração de investimentos em data centers, com contrapartidas ligadas à pesquisa e desenvolvimento, sustentabilidade, uso de energia limpa, transferência de tecnologia e fortalecimento da infraestrutura tecnológica nacional.
Criado originalmente por meio da Medida Provisória nº 1.318/2025, o programa previa a suspensão de tributos para equipamentos destinados a data centers, condicionada ao cumprimento de compromissos relacionados à inovação, investimentos produtivos, sustentabilidade e ampliação da capacidade tecnológica instalada no país. Apesar da aprovação na Câmara dos Deputados, a proposta perdeu validade após não ser votada pelo Senado dentro do prazo constitucional. Atualmente, o tema segue em tramitação por meio do PL 278/2026.
Para o ministro, o Brasil não pode desperdiçar a oportunidade de transformar sua vantagem competitiva em desenvolvimento econômico, geração de empregos qualificados, inovação tecnológica e fortalecimento da soberania nacional.
A defesa do Redata está alinhada à estratégia do Governo Federal de consolidar o país como um polo global de infraestrutura digital, aproveitando sua capacidade de geração de energia limpa e renovável para atrair investimentos de longo prazo e ampliar a participação brasileira na nova economia digital.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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