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Dia D da Operação Caminhos Seguros mobiliza 20 mil policiais no combate à exploração sexual infantil

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Brasília, 14/5/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) coordenou, nesta quinta-feira (14), o Dia D da Operação Caminhos Seguros 2026, com ações intensificadas em todos os estados brasileiros no enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. A mobilização nacional reforçou as ações integradas das forças de segurança pública, com foco na investigação, identificação e prisão de autores de crimes sexuais, além da proteção e do acolhimento de vítimas.

A operação integra as ações do Maio Laranja e segue em andamento ao longo deste mês. Coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), a iniciativa reúne esforços entre as secretarias de segurança pública das 27 Unidades da Federação, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), as polícias estaduais e demais órgãos da rede de proteção à infância e à adolescência.

Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, o enfrentamento à exploração sexual infantil exige integração permanente entre forças de segurança, famílias, escolas e plataformas digitais.

“A exploração sexual infantil hoje também acontece dentro do ambiente virtual. Muitos criminosos utilizam jogos on-line e redes sociais para aliciar crianças e adolescentes, solicitar imagens e comercializar esse material criminoso na internet. Por isso, além da atuação das forças de segurança, são fundamentais o controle parental, o acompanhamento das famílias e o apoio das plataformas digitais no combate a esse tipo de crime”, afirmou.

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Mais de 300 prisões na operação

De acordo com os dados preliminares, mais de 20 mil policiais participaram das ações em 3.564 municípios brasileiros, com o emprego de 7.581 viaturas em todo o território nacional.

Até o momento, a Operação Caminhos Seguros 2026 contabiliza 1.629 boletins de ocorrência registrados, 622 inquéritos concluídos com autoria identificada e 846 inquéritos instaurados. Foram representadas 112 medidas cautelares e solicitadas 271 medidas protetivas.

No campo operacional, já foram cumpridos 57 mandados de busca e apreensão, realizadas 170 prisões em flagrante e cumpridos 153 mandados de prisão. Além disso, foram apreendidos 122 materiais relacionados à pornografia infantojuvenil.

As ações têm caráter preventivo e educativo. Até agora, foram realizadas 2.390 ações educativas, com visitas a 6.073 escolas e alcance superior a 135 mil pessoas em atividades de conscientização. Ao todo, 4.539 locais foram fiscalizados.

A operação resultou no atendimento de 1.143 vítimas, além da apuração de 762 denúncias e do recebimento de outras 721 denúncias relacionadas aos crimes investigados. Durante as ações, 877 locais foram mapeados pelas equipes de segurança pública.

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Chico Lucas destacou ainda que a Operação Caminhos Seguros é resultado da atuação coordenada entre União e estados na proteção de grupos vulneráveis.

“Essa é uma grande mobilização nacional, construída em parceria com os estados, envolvendo milhares de policiais e diversas instituições. O objetivo é proteger nossas crianças e adolescentes, responsabilizar criminosos e fortalecer ações preventivas e de acolhimento às vítimas”, disse.

A Caminhos Seguros está na sexta edição e foi estruturada para fortalecer ações integradas de segurança pública em âmbito nacional, promovendo ações repressivas, preventivas e educativas. As atividades seguem até 18 de maio.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Programa Brasil Contra o Crime Organizado chega à Amazônia para fortalecer o combate a facções e crimes ambientais

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Manaus, 18/5/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou, nesta segunda-feira (18), em Manaus (AM), o Programa Território Seguro, Amazônia Soberana: Proteção da Amazônia e da Faixa de Fronteira, instituído pela Portaria 1220/2026. Coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) e com investimento de R$ 209 milhões, a iniciativa amplia ações integradas de repressão qualificada, proteção territorial, prevenção e fortalecimento de economias lícitas na Amazônia Legal e em outras áreas de fronteira.

O lançamento ocorreu durante o evento Brasil Contra o Crime Organizado: Amazônia, realizado no Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI), e integra o programa Brasil Contra o Crime Organizado, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 12 de maio, em Brasília. O novo programa atuará de forma coordenada com o Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Amas), cada um com sua especificidade.

Nesta primeira fase, o programa atuará em sete regiões prioritárias, abrangendo 42 municípios de seis estados: Acre (AC), Amazonas (AM), Pará (PA), Maranhão (MA), Mato Grosso (MT) e Paraná (PR). A estratégia foi estruturada para enfrentar de forma integrada crimes ambientais, narcotráfico, garimpo ilegal e violência armada em áreas estratégicas da Amazônia Legal e da faixa de fronteira.

Na abertura do encontro, Wellington Lima afirmou que o crime organizado atua de forma integrada e exige resposta coordenada do Estado. “Por décadas, cada estado enfrentou o crime do seu jeito, com os seus recursos, nas suas divisas. O problema é que o crime nunca respeitou limite nenhum. Enquanto os estados agiam separados, as facções atuavam em rede”, afirmou o ministro.

“O que torna este momento diferente é que, pela primeira vez, o Estado inteiro vai atuar junto — não cada um apenas no seu domínio, mas todos jogando no mesmo time, com um plano conjunto e atuação simultânea”, completou.

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A secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado, enfatizou que o programa representa uma mudança na forma de atuação do Estado na região amazônica, ao integrar políticas de segurança pública, desenvolvimento sustentável e garantia de direitos.

“Por muito tempo, a Amazônia foi tratada por políticas fragmentadas: ora pela agenda socioambiental, ora pela agenda de segurança pública, ora pela agenda de desenvolvimento econômico, como se essas dimensões pudessem ser pensadas separadamente. Hoje, sabemos que repressão qualificada, proteção ambiental, desenvolvimento sustentável e garantia de direitos precisam caminhar juntos”, enfatizou.

Coordenado pela Senad, o Programa Território Seguro, Amazônia Soberana será desenvolvido a partir de quatro eixos estruturantes:

* Diagnóstico territorial
Produção de evidências, monitoramento e inteligência territorial para orientar decisões estratégicas e ações integradas.

* Repressão qualificada
Integração das forças de segurança pública para enfrentamento às estruturas financeiras e logísticas do crime organizado e retomada de territórios vulneráveis.

* Prevenção e acesso a direitos
Fortalecimento da presença do Estado, proteção social e ações voltadas à prevenção do aliciamento de populações vulneráveis por organizações criminosas.

* Promoção de alternativas econômicas sustentáveis
Fomento à inclusão produtiva, geração de renda e desenvolvimento sustentável nos territórios prioritários.

Enfrentamento ao crime organizado

O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, também destacou a importância da integração entre os entes federativos e do uso de tecnologia no enfrentamento ao crime organizado.

“Nós precisamos trabalhar para enfrentar essa chaga. A proposta é que os estados não atuem de forma isolada, mas em conjunto com o Governo Federal. Esse enfrentamento precisa ocorrer com tecnologia e informação, porque as ações do crime organizado avançam principalmente sobre a estrutura e a infraestrutura portuária da região”, afirmou o secretário.

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De acordo com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, o programa leva o enfrentamento ao crime organizado a um novo patamar.

“Vamos qualificar o enfrentamento com a descapitalização do crime. Somente no ano passado, as operações da Polícia Federal retiraram R$ 10 bilhões do crime organizado”, enfatizou.

Também participaram do evento o secretário-executivo do MJSP, Ademar Borges; o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; e o diretor-executivo da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Alberto Raposo Neto.

Plano Amas

Durante o evento, o MJSP também apresentou o balanço do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Amas), política coordenada pela pasta desde 2023 para o enfrentamento ao crime organizado e aos crimes ambientais na região amazônica.

Além da apresentação dos resultados do plano, foram discutidas perspectivas de fortalecimento da iniciativa, incluindo a institucionalização do contrato com o BNDES/Fundo Amazônia para financiamento das ações do Amas e suplementação orçamentária destinada aos estados.

A programação incluiu ainda reunião deliberativa do Comitê Gestor do Plano Amas, que debateu o Plano Estratégico Integrado da BR-319 e os Planos Operacionais Integrados dos estados da Amazônia Legal para 2026.

As metas do Amas para 2026 estão organizadas em três eixos imediatos: controle estratégico da BR-319, com foco no combate ao garimpo, à grilagem e às queimadas; integração dos planos operacionais estaduais; e fortalecimento das ações de enfrentamento ao crime organizado e aos crimes ambientais na Amazônia e no Pantanal.

O evento também contou com o lançamento do Índice de Vulnerabilidade ao Crime Organizado: Territórios Indígenas (IVCO-TI), desenvolvido pelo Centro de Estudos sobre Drogas e Desenvolvimento Social Comunitário (Cdesc). O projeto é fruto de parceria entre a Senad/MJSP, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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