AGRONEGÓCIO
Pequenos produtores ampliam presença no mercado internacional
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O comércio exterior deixou de ser uma realidade exclusiva das grandes tradings e cooperativas para se tornar uma oportunidade cada vez mais concreta para pequenos negócios ligados ao agronegócio brasileiro.
Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que 877 microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte do setor exportaram seus produtos em 2025, um crescimento de 154,9% em comparação com 2015.
Mais expressivo ainda foi o avanço da receita gerada por esses negócios. Em dez anos, o faturamento das exportações quintuplicou, passando de R$ 583 milhões para R$ 2,9 bilhões, um crescimento de 402%. Os números revelam uma mudança importante no perfil do comércio exterior brasileiro e demonstram que produtores de menor porte estão encontrando espaço em mercados cada vez mais exigentes ao redor do mundo.
O avanço é resultado de uma combinação de fatores, entre eles a busca internacional por alimentos diferenciados, a organização dos produtores em cooperativas, o acesso a certificações de qualidade, a profissionalização da gestão rural e a abertura de novos mercados para produtos com identidade regional. Hoje, cafés especiais, mel, frutas, castanhas, erva-mate, pescados, queijos artesanais e diversos outros produtos oriundos de pequenas propriedades já chegam a consumidores na Europa, Ásia, Oriente Médio e América do Norte.
O crescimento também mostra que exportar deixou de ser apenas uma estratégia para grandes volumes. Em muitos casos, o diferencial competitivo está justamente na qualidade, na rastreabilidade, na sustentabilidade e na história por trás do produto. É o caso de pequenos cafeicultores de Minas Gerais e Espírito Santo, produtores de mel do Sul do país, fruticultores do Nordeste e agroindústrias familiares que agregam valor à produção antes de comercializá-la.
Segundo dados do governo federal, os pequenos negócios já representam mais da metade das empresas exportadoras do agronegócio brasileiro. Embora ainda respondam por uma parcela menor do valor total exportado quando comparados aos grandes grupos, sua participação cresce ano após ano e demonstra o potencial de inclusão produtiva e geração de renda no campo.
A expansão das exportações de pequenos produtores também fortalece economias regionais, estimula investimentos em tecnologia e incentiva a sucessão familiar nas propriedades rurais. Em um cenário de crescente demanda global por alimentos, o mercado internacional passa a ser visto não apenas como uma oportunidade de negócios, mas como um caminho para aumentar a rentabilidade e reduzir a dependência exclusiva do consumo interno.
Os números mostram que a internacionalização do agro brasileiro não está acontecendo apenas nas grandes fazendas ou nas multinacionais do setor. Ela também avança dentro das pequenas propriedades, onde produtores encontram novas oportunidades para transformar qualidade, tradição e inovação em renda e desenvolvimento.
Fonte: Pensar Agro
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Mapa nomeia 178 candidatos aprovados no Concurso Público Nacional Unificado
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, nesta segunda-feira (1º), no Diário Oficial da União (DOU), a Portaria n° 688 com a nomeação de 178 candidatos aprovados no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU).
Foram nomeados 54 candidatos para o cargo de Auditor Fiscal Federal Agropecuário. Desse total, 31 são da especialidade de Agronomia, três de Farmácia, 16 de Medicina Veterinária, três de Química e um de Zootecnia.
Para o cargo de Agente de Atividades Agropecuárias, foram nomeados 53 profissionais. Já para Agente de Inspeção Sanitária e Industrial de Produtos de Origem Animal, foram nomeados 55 candidatos, enquanto 16 foram nomeados para o cargo de Técnico de Laboratório.
Os empossados nos cargos de Auditor Fiscal Federal Agropecuário, Agente de Atividades Agropecuárias e Agente de Inspeção Sanitária e Industrial de Produtos de Origem Animal deverão se apresentar à Superintendência de Agricultura e Pecuária do estado onde se localiza a vaga ou, no caso de lotação em Brasília, à sede do Mapa. Os empossados no cargo de Técnico de Laboratório deverão se apresentar ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária correspondente à localidade da vaga.
Os nomeados terão até 30 dias, contados a partir da publicação da portaria, para tomar posse. Após a posse, o início do exercício no cargo deverá ocorrer no prazo máximo de 15 dias.
Toda a documentação necessária para a posse deve ser enviada por meio da plataforma SOUGOV.BR, conforme as orientações do Manual do Ingressante.
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