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MPA participa do lançamento da série “Diálogos pelo Clima”, promovida pela Embrapa
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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) celebrou nesta quarta-feira (7/5) seu 52º aniversário com o lançamento da série “Diálogos pelo Clima”, que visa fortalecer o compromisso do Brasil com soluções sustentáveis para a agropecuária. A programação contou com debates ao longo do dia que finalizaram com uma solenidade comemorativa no auditório da sede da instituição, em Brasília.
Representando o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), o secretário-executivo Edipo Araujo participou da cerimônia de abertura e integrou a mesa-redonda “Ciência para sistemas agroalimentares resilientes e adaptados aos impactos da mudança do clima”. Durante sua fala, o secretário destacou a importância da inclusão da pesca e aquicultura no debate climático.
“Hoje demos um passo muito importante com o lançamento do evento “Diálogos pelo Clima”, momento essencial para o setor que é fundamental para a segurança alimentar e nutricional da nossa população. A pesca e aquicultura estão na linha de frente dos impactos das mudanças climáticas e têm papel estratégico na construção de modelos produtivos resilientes e na redução das emissões de gases de efeito estufa”, afirmou Édipo.
A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, ressaltou que a iniciativa tem como objetivo orientar os debates preparatórios para a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontecerá em Belém (PA), de 10 a 21 de novembro. Segundo ela, a jornada pretende ampliar o conhecimento da sociedade sobre as mudanças do clima e valorizar tecnologias desenvolvidas pela ciência brasileira voltadas para a sustentabilidade no campo.
A série “Diálogos pelo Clima” será composta por sete edições, contemplando todos os biomas brasileiros. As contribuições dos encontros serão consolidadas em um documento-síntese a ser entregue ao embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30. A expectativa é que esse material subsidie a formulação de políticas públicas e auxilie a delegação brasileira nas negociações durante a Conferência.
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El Niño: probabilidade de 75% de ser o evento climático mais forte registrado desde 1950
Nova projeção do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (CPC/NOAA) sobre o El Niño/La Niña indica intensificação até o final de 2026. Conforme dados repercutidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), há probabilidade superior a 90% de ocorrência de um evento climático muito forte durante a primavera e durante o verão de 2026–2027 no Hemisfério Sul. Também há probabilidade de 75% de ser o El Niño mais forte registrado desde 1950.
A vida dos trabalhadores e trabalhadoras da pesca e da aquicultura pode ser impactada diretamente pelo El Niño/La Niña. Isso ocorre devido às mudanças nas condições de chuva, de temperatura e de disponibilidade de água em diferentes regiões do Brasil.
No Norte e no Nordeste a previsão de chuvas abaixo da média pode contribuir para a redução dos níveis dos rios e afetar a navegação, o acesso às comunidades, a atividade pesqueira e o abastecimento de água. Em áreas do Sul, a ocorrência de chuvas acima da média pode aumentar o risco de enchentes e danos a estruturas utilizadas pela pesca e pela aquicultura. Em outras regiões, temperaturas elevadas também podem exigir mais atenção às condições da água e dos cultivos.
Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) visando a preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.
Ana Célia Costa
Ministério da Pesca e Aquicultura
Com informações do INMET
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