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Mapa debate caminhos para o agro regenerativo em evento promovido pelo CEBDS

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Representando o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o assessor especial do ministro e coordenador do Programa Caminho Verde Brasil, Pedro Cunto, participou, nesta terça-feira (12), em São Paulo, do Summit Brasil de Soluções 2026, promovido pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).

O evento teve como objetivo mapear soluções concretas do setor privado para a transição para uma economia de baixo carbono, conectando iniciativas sustentáveis a oportunidades de financiamento, parcerias estratégicas e expansão de projetos.

O Summit integra a programação oficial do Fórum Mundial de Economia Circular (WCEF) 2026 como evento paralelo e reuniu empresas, investidores, provedores de soluções e parceiros institucionais para debater estratégias relacionadas à sustentabilidade, inovação e financiamento climático.

Pedro Cunto participou do painel “Produzir, rastrear, financiar: caminhos para o agro regenerativo”, que discutiu a convergência entre rastreabilidade, métricas tropicais de produção regenerativa e integração com políticas públicas para transformar desempenho ambiental em ativo financeiro.

Durante o debate, o coordenador destacou o papel estratégico do Programa Caminho Verde Brasil na promoção de práticas sustentáveis no agro brasileiro. “É um programa de US$ 60 bilhões, em 10 anos, com um nível de exigência de monitoramento muito alto para comprovar sustentabilidade. O programa tem regras ambientais rígidas e promove as boas práticas do agro. Essa é a nova tendência que passará a ser aplicada em todas as linhas de financiamento”, afirmou Cunto.

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O coordenador também ressaltou os esforços do Ministério para ampliar a captação de recursos destinados ao programa e atrair investimentos internacionais voltados à agenda ambiental e à segurança alimentar. “Estamos estruturando novos modelos de captação para atrair investidores estrangeiros interessados em meio ambiente e segurança alimentar. No próximo ano, o Caminho Verde Brasil vai contar com recursos da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica). A prioridade será atender pequenos e médios produtores de três regiões do Cerrado, que serão apoiados por uma gerenciadora de projetos. A ideia é estimular projetos de economia circular”, explicou.

Para a diretora de Natureza e Sociedade do CEBDS, Juliana Lopes, o Caminho Verde Brasil representa uma referência internacional em financiamento sustentável. “O Caminho Verde Brasil é um modelo muito exitoso de blended finance [financiamento que combina capital filantrópico ou público com investimento privado], o maior em escala hoje no mundo e que a gente tem tomado como inspiração para destravar o capital privado e estrangeiro”, destacou.

Durante o Summit Brasil de Soluções 2026, o CEBDS também lançou a Plataforma NetZero, ferramenta interativa que reúne iniciativas sustentáveis e conecta projetos a oportunidades de financiamento, investidores e parceiros estratégicos interessados em soluções climáticas com potencial de expansão.

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Coordenado pelo Mapa, o Programa Caminho Verde Brasil tem como objetivo restaurar 40 milhões de hectares de áreas degradadas para utilização em sistemas produtivos sustentáveis. A iniciativa busca conciliar segurança alimentar, transição energética e proteção ambiental, fortalecendo o protagonismo do Brasil na agenda da agricultura sustentável.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Projeto do MPA promove qualificação para marisqueiras, pescadoras e pescadores de Pernambuco

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Com foco no fortalecimento socioeconômico dos territórios pesqueiros artesanais, o projeto Restaurante Universitário: na hora do Pescado Artesanal, realizado em parceria entre o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), promoveu, nos dias 12 e 13 de maio, uma capacitação sobre autogestão e inclusão produtiva no litoral norte de Pernambuco.
A ação contou com a participação de marisqueiras, pescadoras e pescadores artesanais das colônias Z-10 (Itapissuma), Z-11 (Itamaracá) e Z-1 (Pina/Ilha de Deus).

Com o tema “Ação Empreendedora e Organização Coletiva de Pescadores e Pescadoras Artesanais”, a iniciativa valorizou os saberes das comunidades tradicionais, a cadeia produtiva do pescado artesanal e o desenvolvimento sustentável da pesca. O projeto promove ações de qualificação, oficinas e assistência técnica contínua, com foco na adequação às exigências sanitárias vigentes e na inserção dos produtos da pesca artesanal no mercado formal, incluindo os restaurantes universitários da UFRPE e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

A professora da UFRPE e coordenadora acadêmica do projeto, Ilka Branco, destacou que a iniciativa cumpre um papel importante ao transformar o “cotidiano coletivo” das águas, contribuindo para o fortalecimento da cultura pesqueira. “O projeto tem entre seus objetivos a realização de ações de extensão pesqueira com recorte interdisciplinar voltadas aos integrantes das colônias de pesca e seus associados em Pernambuco”, afirmou.

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Ilka também ressaltou que ações como essa são fundamentais para combater a invisibilidade institucional e fortalecer a pesca artesanal no estado de forma sustentável, consciente e organizada. “Destaca-se ainda a formalização recente da ampliação do projeto em Pernambuco junto ao MPA, com a participação de comunidades pesqueiras do sertão, para atender o Restaurante Universitário da Unidade Acadêmica de Serra Talhada (UAST/UFRPE)”, explicou.

Povos da Pesca Artesanal

Realizado pela Secretaria Nacional de Pesca Artesanal (SNPA) e pelo Departamento de Pesca e Aquicultura (DEPAq) da UFPE, o projeto integra o Programa Povos da Pesca Artesanal, iniciativa que busca garantir direitos sociais, culturais e ambientais às pescadoras e aos pescadores artesanais.

Lançado pelo Governo Federal, o Programa Povos da Pesca Artesanal representa um marco histórico na efetivação de políticas públicas voltadas aos modos de vida tradicionais das comunidades pesqueiras. Essas comunidades representam uma parcela significativa da população brasileira, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde predominam pescadores negros, indígenas e quilombolas.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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