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Governo amplia acesso ao crédito para melhoramento genético da pecuária sustentável

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O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, nesta quinta-feira (26), a Resolução CMN nº 5.288, que amplia as finalidades financiáveis no âmbito do Programa de Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro).

A partir de agora, produtores rurais poderão acessar crédito rural para a aquisição de sêmen, óvulos e embriões destinados ao melhoramento genético de bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos, bem como para os respectivos serviços de inseminação artificial e transferência de embriões, biotecnologias reprodutivas que aumentam a produtividade da pecuária brasileira.

Produtividade e sustentabilidade de mãos dadas

O RenovAgro é o principal instrumento de crédito rural voltado à promoção de sistemas de produção agropecuária de baixo carbono no Brasil. A inclusão do melhoramento genético animal entre as finalidades financiáveis reforça a estratégia do programa de apoiar tecnologias que elevem a eficiência produtiva e reduzam a pegada ambiental dos sistemas pecuários.

Estudos técnicos demonstram que a adoção da inseminação artificial em tempo fixo (IATF) pode reduzir em até 37% a pegada de carbono por litro de leite produzido na pecuária leiteira e em até 49% a pegada de carbono por quilograma de peso vivo em sistemas de bovinos de corte em ciclo completo, em comparação com sistemas baseados exclusivamente na monta natural. Esses ganhos decorrem da redução da idade ao primeiro parto, da diminuição do intervalo entre partos e do aumento da eficiência produtiva do rebanho.

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Entre os avanços produtivos documentados, destacam-se a redução da idade ao primeiro parto, de 48 para 24 meses, e a elevação da taxa de desmame, de 60% para 80%, em sistemas de bovinos de corte, com impacto direto sobre a competitividade da pecuária nacional.

O que muda com a Resolução?

A norma acrescenta dispositivo ao Manual de Crédito Rural (MCR), no âmbito do RenovAgro, tornando financiáveis, sem limite percentual do valor total do projeto, ou seja, permitindo a utilização da integralidade do limite disponibilizado ao produtor pelo programa, atualmente de R$ 5,0 milhões, a aquisição de material genético, como sêmen, óvulos e embriões, de bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos, bem como os serviços associados de inseminação artificial e transferência de embriões.

O prazo de financiamento para essa finalidade é de até cinco anos, com carência de até 12 meses após a contratação.

A mesma resolução também atualiza regras do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), ampliando o acesso dos agricultores familiares às mesmas biotecnologias reprodutivas, com taxas de juros diferenciadas para a aquisição de sêmen, óvulos e embriões destinados à pecuária de leite.

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Compromisso com a pecuária de baixo carbono

A medida integra a agenda do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) de promoção de sistemas produtivos mais eficientes e ambientalmente responsáveis. A pecuária brasileira responde por parcela relevante da economia nacional, e a melhoria dos índices reprodutivos dos rebanhos constitui uma das estratégias mais eficazes para aumentar a produção de alimentos com menor utilização de recursos naturais e menor emissão de gases de efeito estufa.

Para a Secretaria de Política Agrícola, a lógica é clara: rebanhos mais eficientes, do ponto de vista reprodutivo, permitem produzir a mesma quantidade de animais com menor número de matrizes, reduzindo o consumo de insumos, o metano entérico emitido pelo rebanho e os custos de produção, benefícios simultâneos para o produtor, para o setor e para o meio ambiente.

Informação à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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