AGRONEGÓCIO
Estoques de títulos privados do agronegócio somam R$ 597 bilhões em setembro
AGRONEGÓCIO
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou os dados do Boletim de Finanças do Agro referentes a setembro de 2026. O levantamento apresenta o desempenho dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio, com destaque para os estoques de Cédulas de Produto Rural (CPR), que totalizaram R$ 597 bilhões no período.
Ao todo, foram registradas 333 mil CPRs, com valor médio de R$ 1,79 milhão por cédula. Considerando as emissões realizadas na safra 2026/2027, entre julho e setembro, o volume de novas CPRs alcançou R$ 98 bilhões.
No caso da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), os estoques somaram R$ 563 bilhões em setembro. De acordo com as regras vigentes do Manual de Crédito Rural (MCR), pelo menos 60% desse montante, equivalente a R$ 338 bilhões, deve ser direcionado ao financiamento do setor agropecuário. Desse total, no mínimo 45%, correspondente a R$ 152 bilhões, deve ser destinado ao crédito rural oficial. Os valores abrangem recursos relacionados à safra atual e a contratos ainda vigentes de safras anteriores.
Os estoques do Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e do Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) atingiram, respectivamente, R$ 175 bilhões e R$ 30 bilhões em setembro.
Já o patrimônio líquido dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) alcançou R$ 73 bilhões no período. Atualmente, 301 fundos dessa categoria estão em operação.
Os dados são do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário da Secretaria de Política Agrícola do Mapa.
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AGRONEGÓCIO
Pescado está incluído na marca de 700 novos mercados abertos no exterior desde o início de 2023
Em coletiva de imprensa realizada na tarde de terça-feira (13), em Brasília, o Governo Federal anunciou a marca de 700 novos mercados abertos no exterior para o agronegócio desde o início de 2023, incluindo produtos derivados do pescado. A apresentação dos dados foi realizada pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, o ministro da Agricultura e Pecuária (MAPA), André de Paula, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o secretário-executivo do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), Lázaro Medeiros, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa e o diretor de Gestão Corporativa da ApexBrasil.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou a produção dos setores de pesca e aquicultura do país. “O comércio exterior é fundamental para o crescimento econômico. Temos que comemorar a abertura também para o pescado. Tenho uma relação próxima com a piscicultura, que vem de família, e sei que temos tudo para crescer ainda mais nesse setor”, afirmou.
De acordo com o ministro da Agricultura e Pecuária (MAPA), André de Paula, o Brasil exportou US$ 169 bilhões no acumulado do ano. “Até o fim do ano, seremos o maior exportador de alimentos do mundo, superando os Estados Unidos. Tudo isso é fruto do valor dos nossos produtores e dos nossos alimentos”, declarou.
O alcance da marca reflete o fortalecimento das relações comerciais internacionais, a credibilidade do sistema brasileiro de defesa agropecuária e a diversificação dos destinos das exportações. Desde 2023, novos mercados foram abertos em diferentes países e blocos econômicos, após a obtenção das autorizações sanitárias necessárias para a comercialização de produtos nacionais.
O secretário-executivo do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), Lázaro Medeiros, destacou o trabalho dos agentes públicos envolvidos no processo e ressaltou o papel da Secretaria Nacional de Pesca Industrial, Amadora e Esportiva (SNPI). O secretário nacional de Pesca Industrial, Carlos Melo, reforçou a importância da abertura de mercados para o pescado brasileiro. “É fundamental que o setor ganhe o protagonismo que merece, conquistando cada vez mais o destaque no mercado externo”, declarou.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, enfatizou a capacidade de diálogo do Brasil e a atuação conjunta de diversos órgãos e parceiros. “Foi um trabalho conjunto, também com vários ministérios, que transformou a diplomacia em economia. As exportações brasileiras avançaram com novos acordos bilaterais com blocos importantes, como a União Europeia e o Mercosul”, acrescentou.
No evento, foram destacados os investimentos de mais de R$ 610 bilhões previstos no Plano Safra atual para a agricultura. Ao longo dos quatro anos de governo, os investimentos ultrapassaram R$ 1 trilhão. Além disso, o acordo firmado com a China para a exportação de miúdos suínos abriu novas perspectivas para os produtos brasileiros. Também foram divulgados os painéis de exportação (MDIC/APEX), reconhecendo a nossa “diplomacia da exportação” (MRE-MAPA), com o crescente número de 38 adidos agrícolas, que apoiam a expansão dos mercados para o nosso agronegócio.
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) destacou o recorde histórico, que envolveu 58 setores da cadeia produtiva e ampliou as possibilidades de geração de renda e emprego para a população.
Geilson Silva
Ministério da Pesca e Aquicultura
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