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Estado colhe safra recorde e lidera produtividade da soja no Brasil

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A Bahia deverá colher 13,3 milhões de toneladas de grãos em 2026, o maior volume de sua história. A produção deve superar em 417 mil toneladas o recorde alcançado no ano passado, impulsionada principalmente pela soja. Além do crescimento da safra, o Estado conquistou outro resultado de destaque: a maior produtividade média da oleaginosa no país.

A estimativa consta do acompanhamento da safra baiana atualizado na sexta-feira (4) pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), com base no levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Se o resultado for confirmado, a produção estadual avançará 3,2% em relação às 12,84 milhões de toneladas colhidas em 2025.

A soja responderá por aproximadamente dois terços de todos os grãos produzidos no Estado. A previsão é de uma colheita de 8,93 milhões de toneladas, crescimento de 3,8% em um ano. Isso representa 324 mil toneladas adicionais, volume responsável por quase 80% do aumento esperado para toda a safra baiana.

O desempenho da soja chama a atenção não apenas pelo tamanho da produção. Segundo o 11º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produtividade média das lavouras baianas alcançou 4.260 quilos por hectare, equivalentes a 71 sacas. É o melhor resultado entre os Estados produtores do país.

A liderança mostra que a expansão do agronegócio baiano não depende somente da incorporação de novas áreas. O resultado está associado à combinação de condições climáticas favoráveis, correção do solo, sementes adaptadas ao Cerrado, agricultura de precisão, irrigação e maior controle das operações no campo, especialmente no Oeste da Bahia.

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Para o produtor, colher mais por hectare é decisivo em um período de margens apertadas. A produtividade elevada permite diluir despesas com máquinas, mão de obra, arrendamento e estrutura. Esse ganho ajuda a compensar parte da queda das cotações, embora não elimine os efeitos dos juros elevados e do aumento de custos importantes, como fertilizantes e defensivos.

O milho também contribui para o recorde. Somadas as diferentes safras do cereal, a Bahia deverá produzir 2,8 milhões de toneladas, avanço de 2,3% em relação a 2025. O resultado reforça a oferta regional de ração e beneficia cadeias como avicultura, suinocultura e produção de leite, que dependem do grão como um dos principais componentes da alimentação animal.

A produção de algodão em caroço deverá chegar a 1,84 milhão de toneladas, aumento de 2,8%. A área cultivada cresceu 2,5%, para aproximadamente 410 mil hectares. Segundo a Conab, o volume de chuvas e a maior disponibilidade de umidade no solo favoreceram o desenvolvimento das lavouras e reduziram perdas durante o ciclo.

Outras culturas ampliam o resultado positivo para além do Oeste baiano. A produção de café está estimada em 294 mil toneladas, alta de 12,5%. A maior contribuição virá do café canéfora, cuja colheita pode crescer 18,1%. No cacau, a previsão é de 137 mil toneladas, avanço de 15,4%, favorecido pelas condições das lavouras no Baixo Sul e no Litoral Sul.

A uva também deverá apresentar crescimento, com produção de 107 mil toneladas, 5,1% acima da registrada em 2025. O avanço reforça a importância do Vale do São Francisco, onde a irrigação permite produção em diferentes períodos do ano e abastecimento dos mercados interno e externo.

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Os números do IBGE e da Conab não devem ser comparados diretamente. O IBGE considera o ano civil e acompanha um conjunto próprio de culturas, enquanto a Conab trabalha com o calendário da safra, iniciado em um ano e encerrado no seguinte. Apesar das diferenças metodológicas, os dois levantamentos confirmam o desempenho elevado da agricultura baiana e a liderança estadual na produtividade da soja.

O avanço da produção tem reflexos sobre transporte, armazenagem, comércio, serviços e agroindústria. No primeiro trimestre de 2026, o agronegócio baiano movimentou R$ 19,8 bilhões e respondeu por 13,5% da economia estadual. A participação tende a crescer ao longo do ano à medida que a colheita é comercializada e movimenta as demais etapas da cadeia.

O recorde, entretanto, não significa aumento automático da renda. A SEI identificou queda de 11% nos preços dos principais produtos agropecuários no primeiro trimestre. O crédito rural empresarial concedido na Bahia também recuou 22,8% entre julho de 2025 e março de 2026, para R$ 7,05 bilhões.

Nesse cenário, a produtividade tornou-se a principal defesa do produtor contra o estreitamento das margens. A Bahia chega à maior safra de sua história produzindo mais por hectare, mas o resultado financeiro dependerá dos preços, dos custos de financiamento e da capacidade de armazenar e comercializar os grãos nos momentos mais favoráveis.

Fonte: Pensar Agro

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MPA participa da 3ª Cúpula da Pesca de Pequena Escala em Roma

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participou, neste domingo (6), da 3ª Cúpula da Pesca Artesanal (SSF Summit 2026), realizada na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, Itália. O encontro reuniu governos, organizações de pescadores e pescadoras, sociedade civil e organismos internacionais para discutir a implementação das Diretrizes Voluntárias para a Sustentabilidade da Pesca em Pequena Escala.

O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, participou da mesa de alto nível ao lado do diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, e de ministros de outros países. Em sua intervenção, destacou que a sustentabilidade da pesca deve caminhar junto com a conservação dos recursos pesqueiros e a garantia de condições dignas de vida para as comunidades que vivem da atividade.

Edipo apresentou iniciativas brasileiras voltadas à pesca artesanal, incluindo o reconhecimento dos territórios pesqueiros tradicionais, políticas para mulheres e jovens, a integração entre conhecimentos científico e tradicional, a extensão pesqueira e a ampliação do acesso ao crédito. Também ressaltou a importância do pescado para a segurança alimentar e nutricional e o combate à fome.

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“Não existe futuro para a pesca sem a conservação dos recursos pesqueiros, assim como não existe pesca sustentável sem garantir condições de vida dignas para as mulheres e os homens que vivem das águas. Incentivar o consumo de pescado é também uma estratégia de segurança alimentar e de combate à fome”, afirmou.

Plano Nacional da Pesca Artesanal

O diretor do Departamento de Territórios Pesqueiros e Ordenamento do MPA, Cristiano Quaresma, apresentou o Plano Nacional da Pesca Artesanal (PNPA) como principal instrumento brasileiro para transformar as Diretrizes-SSF em políticas públicas. Construído com a participação de pescadores e pescadoras de diferentes regiões do país, o Plano estabelece uma estratégia para os próximos dez anos e contempla temas como territórios tradicionais, gestão sustentável dos recursos pesqueiros, trabalho digno, igualdade de gênero, juventudes e mudanças climáticas.

“A nossa experiência demonstra que as Diretrizes tornam-se mais fortes quando transformamos participação em decisão, direitos em políticas públicas e pescadores e pescadoras em protagonistas de seu próprio futuro”, destacou Quaresma.

Reuniões bilaterais

Paralelamente à Cúpula da Pesca de Pequena Escala, a delegação realizou reuniões bilaterais com a Representação Permanente do Brasil e com a Direção de Pesca e Aquicultura da FAO. Entre os temas abordados, destacaram-se a reconstrução da estatística pesqueira marinha brasileira, projetos de cooperação internacional, mecanismos de financiamento e implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto (PSMA), voltado ao combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada.

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A participação brasileira reforça a estratégia do MPA de ampliar a cooperação internacional e fortalecer a presença do Brasil nos debates globais sobre pesca, aquicultura, segurança alimentar e sustentabilidade.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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